Diz uma narrativa popular que há uma única ave que ousa atacar a águia. É o corvo. Ele pousa em suas costas e, persistente, começa a lhe bicar o pescoço. Implacável. Irritante.
A águia, no entanto, não revida. Não bate as asas com fúria, não gasta energia em represálias. Não tenta, de alguma forma, contra-atacar.
Serena, ela toma uma atitude: voa para mais alto. Eleva-se e eleva-se. Quanto mais alto ela voa, mais rarefeito se torna o ar.
O corvo, incapaz de suportar a altitude, perde forças e cai. Simplesmente cai, não porque a águia o atacou, mas porque ela se elevou.
Fábula de Esopo
Jovem leitor,
Fevereiro chega trazendo uma fábula para sua reflexão.
Certamente você sabe o significado de fábula, mas, para os menores, que ainda desconhecem o termo, fábula é uma pequena história em que, frequentemente, os personagens são animais que falam e se comportam como Seres humanos.
A história sempre finaliza com uma lição de moral.
Pois bem, neste pequeno conto, encontramos a figura do corvo, a perturbar com insistência, a águia, bicando-lhe o pescoço de forma irritante.
Pare um pouco a leitura e pense: você conhece alguém que o perturba de forma constante?
Sabe aquele coleguinha de classe que a todo instante faz piada com seu corte de cabelo? Com suas roupas coloridas? Com seus tênis que não são de “marca”? Que a toda hora faz questão de lembrar que você leu mal o texto que a professora lhe pediu para ler? Eles se parecem com o corvo bicando a águia, não é?
Mas a águia, muito sábia, teve um jeito de se livrar do corvo. Voou alto. Subiu mais. Cada vez mais. Até que, nas alturas, com o ar rarefeito (menos oxigênio), o corvo perdeu forças e caiu…
Neste ponto da história, precisamos pensar um pouco mais.
Como lidamos com os “corvos” (pessoas perturbadoras) de nossa vida? Quando ouvimos críticas injustas, palavras duras, atitudes maldosas… será que vale a pena desperdiçar energia em discussões sem sentido, em conflitos que nos roubam a paz?
O sábio Mestre de Nazaré, Cristo Jesus, ensinou certa vez: “Se alguém nos bater na face direita, cabe-nos oferecer também a outra”. Ele quis dizer com isso, que a verdadeira força está em não revidar, mas em elevar-se moralmente, acima das agressões.
Foi isso que a águia fez: subiu a patamares mais elevados para se livrar do incômodo inimigo. Nós também podemos escolher os degraus mais altos da paciência, da serenidade, do amor. Deixar que o outro fale, critique, zombe. E em vez de responder no mesmo tom, simplesmente elevar-nos.
Quantas vezes Jesus foi insultado, injuriado, caluniado? No entanto, em nenhum momento devolveu o mal que recebeu. Elevou-se sempre.
Todos devemos imitá-Lo.
Pense nisso, caro amiguinho.

muito boa a reflexão
Obrigado!