Não podemos negar o poder devastador dos escândalos que se hão abatido sobre o dorso da Humanidade, máxime nesses dias presentes do mundo.
Parece que um vendaval, de proporções gigantescas, vem arrastando para o chão comum as mais respeitáveis Instituições do Planeta e os mais destacados vultos das diversas sociedades, seja qual for a dimensão social e econômica em que se vejam.
No bojo de todos esses escândalos têm estado presente o poder do dinheiro, a pressão do sexo em desalinho e a covarde ação das drogas de tropismo neuropsíquico, o que é enormemente lamentável.
Quando a Terra adentra o terceiro milênio após Jesus Cristo, não nos cabe outra posição – os que afirmamos os compromissos assumidos com o Cristo – senão refletir, maduramente, a respeito do modo como poderemos contribuir para minorar, quando não pudermos eliminar, o peso desses escândalos ao nosso redor.
É certo que os espíritas não somos, sozinhos, responsáveis pela redenção do mundo. No entanto, considerando o avultado conjunto de informações que temos recebido, dispomos dos conhecimentos indispensáveis para elaborar projetos de educação, de sensibilização, de aclaramento e de informação sobre a vida no Planeta, uma vez que nos cabe o dever de espalhar o luminoso pensamento espírita, seguindo a proposta de Jesus para que não ocultássemos sob o módio o archote da verdade.
Cumpre-nos evitar a rota dos escândalos no nosso meio espírita, tratando cada companheiro de incrementar o sentimento fraternal, estruturando um relacionamento que, em verdade, nos permita ser identificados como discípulos do Nazareno, pelo bem-querer que nos una no trabalho feliz.
Nesses tempos de exploração midiática desses tormentosos escândalos, é dever do espiritista fugir de comprometer-se com situações dificultosas que acabem por expor, de maneira negativa, o trabalho que, a duras penas, tantos seareiros elevaram ao nível da respeitabilidade pública: a formação do Movimento Espírita.
Urge o cuidado para a vida familiar, profissional e social como um todo. Vale precaver-se, nobremente, no campo dos negócios, das lidas várias que nos apresentem como cidadãos ou cidadãs espíritas. Tudo isso caracteriza o empenho da vigilância em nossa vida particular.
Dessa maneira, sem pretensões messiânicas de desejar salvar o mundo, cabe-nos atuar com toda a dignidade possível, não para que sejamos vistos pelos outros, mas para que mantenhamos em paz a nossa consciência, no cumprimento do dever. A observação de nossas vidas pelos outros tornar-se-á mera consequência da vida em sociedade.
Porém, no caso em que nos vejamos presas de alguma ocorrência complexa, expondo-nos de modo indevido, que não alimentemos qualquer nódoa de orgulho e que nos penitenciemos diante daqueles merecedores do nosso respeito, batendo o pó resultante da queda e retomando a marcha, pois somente tropeça aquele que está caminhando.
A partir daí, trataremos de manter cuidado maior com os obstáculos que espreitam a rota dos caminhantes. Sem desalento injustificável, retomemos o passo do equilíbrio e da harmonia, posto que saber voltar atrás, rogar perdão e recomeçar, nobremente, são pontos que, igualmente, fazem parte da vida.
Nesses tempos que tanto privilegiam os escândalos nefastos, que possamos nós, espíritas, também escandalizar fazendo exatamente o que há muito tem estado fora de moda: estudar e trabalhar, servir e amar, promovendo o bem e nos tornando bons, o sal da Terra, na visão de Jesus.
(Mensagem do Espírito Camilo, psicografada pelo médium J. Raul Teixeira)
