Texto com base em fábula de Esopo
Conta uma fábula que, em um país distante e montanhoso, um lago e um riacho viviam lado a lado.
O lago ficava no pé da montanha e o riacho descia de um ponto mais alto.
O lago muito orgulhoso dizia ao pequeno rio: Veja como sou grande e bonito.
Sim, respondia o riacho, você deve ter muitos amigos, pois pode dar de suas águas para quem queira beber. Eu ainda sou tão pequeno!
O lago respondeu que se desse de suas águas para todos que dela necessitassem, se tornaria menor.
Um dia, um cabrito se aproximou para beber água, e o lago o expulsou.
O riacho, penalizado, chamou-o e, mesmo tendo pouca água, ofereceu-a para lhe matar a sede.
Mais tarde, um bando de andorinhas pediu água ao lago, que tornou a negá-la.
O riacho, vendo-as cansadas, ofereceu-lhes das suas águas, e elas beberam felizes.
Em um dia muito quente, um rato pediu ao lago que espalhasse suas águas para que chegassem até onde se encontrava um coelho com a pata quebrada, e que padecia muita sede.
Nada tenho com isso, disse o lago, recusando-se.
O riacho desejava ajudar, mas suas águas não alcançavam o local onde se encontrava o animal ferido.
Teve então a ideia de pedir à montanha que deixasse a neve do seu topo derreter, permitindo que as águas viessem até ele para que pudesse auxiliar o coelho.
A montanha atendeu o pedido e o riacho pôde ajudar a quem desejava.
Com o calor que se fez durante muitos dias, o lago foi secando. Diminuiu tanto até se transformar em um pântano.
Por sua vez, com a neve que derretia e agora o alimentava, o riacho se tornou um grande rio, oferecendo-se a todos que se aproximassem de suas margens.
Os animais da floresta, agradecidos, lhe diziam que fora o seu desejo de ajudar aos outros que o tornara tão grande.
Jovem leitor
Convido-o a refletir sobre a história deste mês.
Quem de nós nunca ouviu a frase de que temos de plantar para poder colher? Da mesma forma, temos de doar para poder receber.
São Francsco de Assis já disse em seu cântico, que “é amando que se é amado, e é dando que recebemos…”.
Jesus também nos ensinou que “a cada um seria dado conforme suas obras…”.
E a Doutrina Espírita, demonstrando a Lei de Causa e Efeito nos faz refletir sobre o Amor Divino e Sua Justiça.
Deus, que é Pai de Amor e Justiça, determinou que tudo na vida obedeceria às Suas sábias leis.
Isso é o mesmo que dizer que somos os únicos responsáveis pelos acontecimentos que ocorrem em nossas vidas sejam eles bons ou maus.
Portanto, se observarmos o que nos acontece hoje, poderemos imaginar como foi nossa semeadura ontem.
Aplicando esse conhecimento na história que acabamos de ler, facilmente observamos que o riacho e o lago tinham comportamentos diferentes diante dos fatos da vida.
O lago era orgulhoso, vaidoso de suas águas volumosas. O riacho, mais humilde, de poucas águas.
Embora possuísse água em abudância, o lago negava-se oferecê-la a quem tivesse sede, pois temia perder o que era seu. Ao contrário, o riacho, mesmo tendo pouco do precioso líquido, não se negava a ofertá-lo a quem necessitasse.
O tempo foi passando e tanto o lago como o riacho foram “semeando” atitudes boas e más.
O lago, que nada fizera de bom, ao chegar o calor intenso, foi secando, até se transformar num pântano. Resultado de um comportamento egoísta.
O riacho, por sua vez, foi beneficiado pela neve derretida do alto da montanha, devido ao forte calor, que engrossou suas águas, tornando-o um rio caudaloso. Resultado do seu desejo de ajudar aos outros.
Eis aí a Lei de Ação e Reação contada numa simples fábula, para que nos sirva de lição.
