As mídias sociais estão repletas de conteúdo sobre extraterrestres; supostos contatos físicos e capturas de tripulantes de aeronaves de padrões atípicos que voam em velocidades surpreendentes, algumas delas entrando e saindo dos rios e dos mares, como se habitassem as profundezas das águas.
É fato que esses fenômenos anômalos não identificados vêm se multiplicando nos últimos anos, como igualmente é verdade que eles são constatáveis, ao menos dede 1947, quando um objeto aéreo não identificado caiu no deserto do Novo México, gerando, décadas depois, teorias dos ufólogos sobre tratar-se de uma nave extraterrestre tripulada por alienígenas, cujas partes e corpos teriam sido recuperados e escondidos pelas autoridades da época.
Outros episódios semelhantes foram relatados ao longo desses quase oitenta anos, sendo o mais conhecido deles, para nós brasileiros, o incidente envolvendo a suposta queda de um desses objetos aéreos não identificados em Varginha, Minas Gerais, em que o corpo do tripulante – um Ser pequeno, com pele marrom, olhos vermelhos e chifres, teria sido levado para exames na Unicamp de Campinas.
O tipo físico do hipotético astronauta – pele marrom, olhos vermelhos e chifres, nos remete à figura de um réptil, e o curioso é que encontramos nas mídias sociais referências sobre os “extraterrestres invasores”, assim definidos porque o seu objetivo seria submeter os terráqueos à sua vontade, em um processo de ocupação exploratória e dominação psíquica (qualquer semelhança com as formas obsessivas mais gravosas não é mera coincidência). E apesar de não haver provas físicas conhecidas de naves e os seus astronautas, é impossível negar o fato de que os extraterrestres estão entre nós.
Porém, antes que o pavor nos assalte o bom senso, convém revisitarmos a pergunta feita por Kardec na questão 172 de O Livro dos Espíritos, assim como a resposta obtida: As nossas diversas existências corporais se verificam todas na Terra? R: “Não; vivemo-las em diferentes mundos. As que aqui passamos não são as primeiras, nem as últimas; são, porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição.”
Portanto, se não vivemos as nossas primeiras encarnações na Terra, isto significa dizer que nós também somos extraterrestres, porque temos origem em outros planetas, onde certamente experimentamos existências corporais mais primitivas. Este fato nos empresta um olhar mais acolhedor aos nossos coirmãos extraterrestres, sobretudo porque estão em nosso orbe com a missão de presidirem a mudança de status para o mundo de regeneração.
Por essa razão, não devemos temer que os alienígenas invadam o planeta em naves espaciais e nos escravizem com a sua tecnologia avançada e seu espírito de conquista, como vemos em manifestações alarmistas nas mídias sociais, ou mesmo em séries de qualidade, como é o caso de “O Problema dos 3 Corpos” (Netflix).
Sobre a impossibilidade dessa imaginada invasão, Emmanuel nos concede valioso material de reflexão, quando responde à questão 74 da obra O Consolador: O homem científico poderá encarar com êxito as possibilidades de uma viagem interplanetária? R: “Pelo menos, enquanto perdurar a sua atitude de confusão, egoísmo e rebeldia, a Humanidade terrestre não deve alimentar qualquer projeto de viagem interplanetária.”
Observem que a resposta de Emmanuel não se aplica somente à Terra, mas também aos bilhões de planetas de expiações e provas que compõem o Universo, ainda repletos de vícios e imperfeições, exatamente como aqui.
A expressão “homem científico” refere-se à civilização que atingiu um apreciável nível intelectual, a ponto de ousar as viagens espaciais de intercâmbio. Entretanto, e isto há de ser cláusula pétrea na Lei de Deus, os viajantes espaciais deverão ter “domesticado” os seus ímpetos de orgulho e egoísmo, que desaguam na sanha grosseira da conquista, a fim de que, em contato com outras civilizações, a atitude seja moralmente cooperativa, em observância aos preceitos da família universal. Por essa razão, não basta que, por hipótese, os extraterrestres tenham dominado a complexa ciência dos “atalhos” do espaço-tempo se o seu objetivo não se compatibiliza com a lei de amor e harmonia que sustenta o Cosmos. De fato, os extraterrestres estão chegando em naves, nelas remanescendo e se preparando para trajarem os corpos físicos como conhecemos. Há, outrossim, um bom número deles encarnados entre nós. Na classificação kardequiana são Espíritos bons (O Livro dos Espíritos, 107 a 111) advindos de planetas em fase de regeneração mais avançada e de mundos ditosos (O Evangelho Segundo o Espiritismo, III, 4), sendo certo que outros virão em futuro próximo, originários de mundos felizes (ESE, III, 4) e serão os grandes condutores do processo de transformação da Terra, a quem o Espírito São Luís denominou “Os Messias” (Revista Espírita, 1868, fevereiro), revelando o real sentido da parusia bíblica.
Os extraterrestres que já se encontram encarnados ou estão em vias de reencarnar são egressos de Marte Saturno e Júpiter (Crônicas de Além-Túmulo, cap. 24, Chico Xavier/irmão X), também das Plêiades, na constelação de Touro, há 444 anos-luz, mais especificamente de um planeta sob a regência da estrela Alcione, (Transição Planetária, caps. 13 e 16, Divaldo Pereira Franco/Manoel Philomeno de Miranda) e, provavelmente, de planetas integrantes do sistema Alpha Centauri, dada a sua proximidade com a Terra (4.2 anos-luz). Entretanto, apesar de estarem em nosso meio, com as suas naves e aparatos tecnológicos, nossos sentidos físicos (visão, audição, tato, olfato) não captam sua presença. É porque o estado dimensional em que vivem é diferente do nosso. Sua vida corpórea, sua realidade exterior e os instrumentos de que se utilizam, não têm a materialidade com a qual estamos acostumados. Há várias dimensões da vida e “Essas dimensões correspondem a diversas densidades da matéria, que permitem a existência dos mundos interpenetrados da teoria espírita.” (Obsessão, o Passe, a Doutrinação, cap. II, J. Herculano Pires.)
Tanto A Gênese (cap. XIV, 7-10), quanto O Livro dos Espíritos (questão 186), referem-se ao processo de evolução das criaturas e dos mundos como causa de modificação da matéria, que perde densidade e se torna tão etérea até o ponto de parecer não existir. No momento não é a nossa realidade, pois que estamos aprisionados no cubo tridimensional. Todavia, quando realizarmos o contato com esses nossos irmãos extraterrestres, daremos saltos apreciáveis na compreensão de outras realidades dimensionais.
Por outro lado, não podemos negar que é possível que os alienígenas se façam deliberadamente visíveis. Temos exemplo desses fatos, se bem que em outro nível de densidade, produzidos experimentalmente pelos Espíritos e relatados por Kardec em O Livro dos Médiuns, caps. V a VIII, em que seres fora da realidade tridimensional faziam-se visíveis por força do fluido vital de um encarnado. Mas essas aparições foram fatos isolados e obedeceram a finalidades determinadas, sem que se tornassem corriqueiras como nos casos dos avistamentos de OVNIs. Também podemos conjecturar que os extraterrestres, mesmo tendo superado o período belicoso, imperativo para as viagens interplanetárias de intercâmbio, ainda remanesçam em manifestações tridimensionais de existência, o que poderia justificar os avistamentos, mas não faria sentido em face da lei de evolução das formas.
Talvez a melhor explicação para os avistamentos seja a mais simples. No tocante às aeronaves, não é demais relembrar os protótipos aéreos produzidos há quase oitenta anos por empresas como a Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing e os seus pares russos e chineses. Há, por exemplo, um drone chinês (Nezha-see dart) em formato de raia que entra e sai das águas com eficiência, velocidade e padrões de movimentos tão incomuns, que qualquer um que o veja não titubeará em afirmar tratar-se de um OVNI. Há, outrossim, muitos outros experimentos similares nos portfolios de guerra das nações. A grande maioria tem asas agregadas, formas peculiares e designs surpreendentes, evidenciando como a tecnologia desconhecida pode ser confundida com naves alienígenas. Por se tratarem de verdadeiras armas de “ponta”, cobertas por inúmeras camadas de sigilo, encontraram na explicação da presença alienígena uma excelente saída para a higienização das quedas que ocorreram. Os corpos dos alienígenas, por sua vez, foram mais um elemento de “credibilidade” ao que parece ser uma lenda muito bem construída. E além de todo o aparato bélico, não podemos nos esquecer dos sprites ou efeitos luminosos na atmosfera, presentes sobre nuvens de tempestades após descargas elétricas, o que os faz parecer com objetos não identificados, ora estáticos, ora em movimento.
A conclusão é no sentido de que, muito provavelmente, os inúmeros avistamentos de OVNIs representem a constatação dos experimentos científicos de guerra dos próprios terráqueos, sempre muito inventivos em matéria de subjugação dos interesses e da vida dos seus coirmãos.
Finalizamos lembrando Chico. Em 1971 ele aventou a possibilidade da construção das cidades de vidro na Lua (Pinga-Fogo com Chico Xavier, cap. 32), visando a obtenção de minerais essenciais. A partir de então, segundo ele, o contato com os extraterrestres seria viabilizado. Cinquenta e quatro anos após a Nasa divulgou um projeto para a construção de uma vila lunar, a partir da próxima década, que funcionará como base das suas atividades, inclusive a mineração. (Folha de São Paulo, 28/01/2025 caderno ciência, A34). E isto nos faz concluir, com um pouco mais de convicção, que em breve os extraterrestres que militam em outros planetas mais adiantados do que o nosso, e que se encontram aqui em missão de auxílio, farão contatos excepcionais nos orientando a todos, sem exceção, sobre as dimensões de Deus e proclamando o Evangelho do Reino. E então será o fim. (Mateus 24:14) O fim deste ciclo de aprendizados e o início de uma nova era mais fértil. Que assim seja!
Cleyton