(Bezerra de Menezes / Divaldo P. Franco in Jesus e Nós)
Vivemos o grande momento do desafio, quando a Terra, ululando sob o açoite de mil paixões, estorcega na agonia e estertora em lágrimas.
No momento, quando a dor asselvajada distende seus tentáculos e, estrídula, despedaça os corações, Jesus, em nome do Amor, retorna para erguer a criatura esfacelada, reconstruí-la e conduzi-la de volta a Deus.
Quando aparentemente todos estiverem sitiados do Norte ao Sul, do Leste ao Oeste pelo desespero, em vez do salto no abismo, o socorro virá do Alto. A proteção divina, que nunca falha, chega para alçar o Ser fragilizado às cumeadas do bem.
Tende, pois, bom ânimo, vós que sofreis!
A dor é um sinete bendito, que marca os eleitos do Senhor.
Enxugai o pranto, evocando os Seres amados que abandonaram a indumentária carnal.
Fazei silêncio interior e escutai-os! Eles vivem e estão convosco pelos vínculos do amor e pela comunhão psíquica.
Vós, que experimentais carências afetivas, sociais, econômicas e de saúde, confiai!
São bem-aventurados todos aqueles que ressarcem, porquanto eles participarão da Glória de Deus.
Não vos escuseis a servir, porque vos encontrais sob os açoites da provocação.
Servir quando tudo está bem é filantropia e também humanitarismo.
O serviço da caridade é o que leva o suor, em nome do Amor, e o que se caracteriza pelo sacrifício.
Não vos preocupeis com aqueles que preparam armadilhas. Segui em frente! Porque somente lobos caem nas armadilhas de lobos.
Fostes convocados para o banquete nupcial, e a vossa indumentária de noivado são as condecorações invisíveis que o sofrimento insculpe na alma.
Não vos iludais com o sorriso da fantasia, mas reflexionai com a serenidade dos desafios.
Jesus espera-nos e, enquanto imploramos Seu socorro, Ele nos pede que O levemos aos desassisados, aos sofridos, aos angustiados.
Entronizai-O em vossa mente e fazei-O dominar a província emocional do coração, para que Ele respire em vossos sentimentos, module vossas vozes, atue em vossas mãos e se movimente pelos vossos pés caridosos.
Tende coragem! Porque, por mais larga seja a experiência fisiológica, chega o momento em que o anjo silencioso da libertação acerca-se e, desatrelando o Ser do corpo físico, ala-o às paisagens imarcescíveis da Imortalidade triunfante.
Filhos da alma: não vos agasteis com as questiúnculas insignificantes do dia a dia, não vos perturbeis com as manifestações de somenos importância. Elegei “o Reino dos Céus e sua justiça, e tudo vos será acrescentado”.
Rogando ao Senhor de bênçãos que nos abençoe, nós, os Espíritos-espíritas que aqui mourejamos, abraçamos-vos carinhosa e paternalmente, como servidor humílimo de sempre.
Bezerra