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(Redação do Momento Espírita)

A paisagem era desoladora. A guerra havia terminado mas deixara marcas de morte e destruição por toda parte.

Dos escombros que restaram da pequena cidade, as pessoas buscavam reconstruir suas moradas.

Os dias passavam e o trabalho árduo dos moradores ia transformando as ruínas em novos edifícios.

Restava agora restabelecer a igreja local para que os crentes pudessem agradecer a Deus a bênção da vida, já que muitos sucumbiram ante os terrores da guerra.

Mais algum tempo e a igrejinha estava novamente em pé. Havia, antes das explosões, uma estátua do Cristo, considerada verdadeira obra de arte.

Era preciso restabelecê-la. Vários artistas unidos conseguiram resgatar, em meio aos escombros, os pedaços da estátua e a colocaram novamente em pé.

Todavia, apesar de todos os esforços, não encontraram as mãos, que talvez tivessem se transformado em pó.

O tempo passou, e chegou o dia da inauguração do templo reconstruído. A população foi convidada para a festa e lá se fez presente na hora certa.

Todos estavam curiosos para saber se as mãos do Cristo haviam sido encontradas.

A expectativa era grande. No altar estava a obra coberta com um enorme pano branco, esperando o momento oportuno para desvelar-se aos fiéis.

E, por fim, chegou a hora tão esperada. O lençol foi retirado e lá estava ela…

Para surpresa geral a estátua estava sem mãos.

Mas a criatividade do artista a todos surpreendeu. No lugar das mãos havia uma frase-súplica de grande efeito:

Eu não possuo mãos, só posso contar com as suas.

 

Pequeno leitor!

Eis que chega dezembro, o mês em que se comemora o Natal do Cristo Jesus.

Por essa razão, a história deste mês tem como personagem central, a Sua figura excelsa.

Após a destruição causada pela guerra àquela pequena cidade, ela foi reconstruída pelos seus moradores; e o mesmo ocorreu com a igrejinha local.

Acontece que a estátua do Cristo ficou sem as mãos devido à impossibilidade de encontrá-las em meio aos escombros.

O artista restaurador da estátua, teve, entretanto, uma ideia genial ao escrever, no lugar das mãos, a frase-súplica: “Eu não possuo mãos, só posso contar com as suas”…

Essa frase nos leva a refletir sobre como utilizar nossas mãos, como se fossem as do Cristo.

Jesus é o condutor da Humanidade. O caminho que leva ao Pai. Podemos deduzir, então, que Ele necessita de nossa ajuda para ajudar aos que sofrem mais do que nós…

Toda vez que executamos um trabalho nobre, seremos extensões das mãos generosas do Cristo.

Quando afagamos com carinho os que padecem aflições, são as mãos do Cordeiro de Deus que entram em ação.

Há mãos que seguram outras mãos para ensinar ou consolar… Mãos que limpam feridas… Há mãos que pelo muito trabalho se tornaram ásperas ou cheias de calos… Mas também há as que dedilham canções alegrando os corações… Abençoadas as mãos que assinam leis justas devolvendo alegria aos injustiçados… Mãos que devolvem a saúde extirpando os males físicos e mãos que se estendem num passe devolvendo o equilíbrio e a paz aos que se acham perturbados.

Todas elas representam as mãos de Jesus.

Agradeçamos, por nossa  vez, as mãos invisíveis dos amigos espirituais que nos sustentam em nome do Cristo!

Feliz Natal!

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